O momento é de atenção com as eleições para o Congresso

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Como é do conhecimento da ampla maioria dos brasileiros, as eleições se aproximam, e a depender do seu resultado, o nosso futuro poderá ser de maior alívio ou maior apreensão.

Nas últimas décadas os servidores públicos de todas as esferas de poder e de todos os entes federados vêm vivendo sob constantes ameaças e perdas de direitos. Sob uma nova era de liberalismo econômico, o papel do Estado como motor do desenvolvimento social e econômico foi desvalorizado, apesar do mercado não conseguir trazer o desenvolvimento que foi prometido.

Longe de recomendar escolhas individuais ou correntes ideológicas, neste chamado queremos apenas lembrar da importância de pesar certos critérios na escolha individual. Se a consciência de cada um é um espaço sagrado e inviolável, por outro lado o diálogo é uma fonte de esclarecimento importante, e aqueles que se deixam permear pelo diálogo tendem a fazer escolhas mais felizes.

Em todas as colorações ideológicas, encontramos aqueles que se opõem com firmeza a tudo aquilo que somos. São políticos que pregam o achatamento de nossas condições salariais, a redução de nossas funções, ou mesmo a substituição delas por funcionários terceirizados, precarizando as relações de trabalho entre o Estado e o agente público. No horizonte destes políticos, está a privatização permanente, a substituição da função pública pela esfera privada. Nada fica imune a essa tendência, que chega até mesmo em áreas de atendimento social prioritário, como saúde e educação públicas.

O centro das nossas preocupações deve situar-se na eleição para o Congresso Nacional. O Poder Legislativo tem sido foco de constantes tensões entre os interesses dos servidores públicos com tentativas de reformas que diminuem as garantias constitucionais da atuação desses mesmos servidores.

Neste ano, o Senado Federal renova 2/3 de suas cadeiras, o que somando-se à nova legislatura na Câmara dos Deputados pode representar um alto risco para a continuidade dos serviços públicos, notadamente aqueles serviços que atendem diretamente a população mais carente.

Diante disso e para estarmos mais conectados às Casas Legislativas, a Assecor firmará contrato de assessoria parlamentar para acompanhar nossos interesses junto ao Congresso Nacional. Não faz sentido que, ao mesmo tempo em que trabalhamos pela defesa dos interesses de Analistas e Técnicos de Planejamento e Orçamento, não acompanhemos de perto o que ali ocorre.

Não se trata de recomendar voto neste ou naquele candidato, mas de lembrar que devemos ter como critério a própria sobrevivência e segurança futura do serviço público e importância do Estado para a sociedade.

Estaremos vigilantes, pois nos últimos anos o poder relativo do Congresso Nacional sobre os instrumentos de Planejamento e Orçamento só cresceu, indicando para nossa carreira um desafio específico no relacionamento com o Poder Legislativo.

É hora de diálogo e união: não vamos descansar na defesa dos interesses da carreira e de um Estado brasileiro capacitado para exercer suas funções constitucionais junto ao povo e o desenvolvimento do país.


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