Iniciar com 3% dá sorte no final’, afirma Padilha

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Autor(es): Rene Moreira

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem, num encontro com prefeitos paulistas e ministros, em Ribeirão Preto, que “quem começa com. 3% dá sorte no fina!” Cotado para disputar o governo do Estado em 2014 pelo PT, ele fazia uma analogia com as situações vividas por Dilma Rousseff no início de 2010, e Fernando Haddad, no início de 2012: ambos estavam mal nas pesquisas e acabaram vencendo. O ministro da Saúde obteve os índices mais baixos entre os potenciais nomes do PT na última simulação feita pelo Datafolha.

Ao ser questionado sobre as eleições, Padilha ponderou que o PT conta com outros nomes para a disputa pelos Bandeirantes e citou os ministros Aloizio Mercadante (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Marta Suplicy (Cultura).
No encontro, em que mais de 200 prefeitos, vices e secretários municipais estavam atrás de recursos, o ministro da Saúde discursou por mais de uma hora e anunciou que o governo vai investir mais R$ 30 milhões em saúde pública dos municípios. No evento, 213 prefeituras assinaram os termos de adesão ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), que jà previa R$ 450 milhões.

Crescendo- Presente no evento, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, defendeu a ação econômica do governo: “Estamos crescendo em proporções bem superiores a outras épocas”. Já Ideli Salvatti (Relações Institucionais) defendeu os prefeitos:”Reivindicar e reclamar faz parte da função”. Lá estavam também representantes e técnicos de todos os ministérios e até da Caixa Econômica e da Petrobrás. O plano do governo é promover três encontros do gênero em São Paulo, talvez dois em Minas Gerais e um em cada um dos demais Estados.

Um grande salão foi reservado para que os prefeitos apresentassem seus projetos. O tucano Alexandre Ferreira, prefeito de Franca, pediu R$ 60 milhões – para mobilidade urbana, combate ao crack e ciclo-vias. Marcelo Mian (PT), prefeito de São Joaquim, da Barra, pediu ajuda nas áreas de saúde, educação e esportes, além. de obras no PAC 2. “Isso facilita porque não temos de ir a Brasília, mas não garante nenhum recurso”, afirmou Ferreira.