
Está em pauta a possível integração de nossa carreira. Há duas possibilidades de integração. Uma delas seria com as carreiras do Ciclo de Gestão, e a outra com as carreiras de Finanças e Controle. Ao longo do processo, certamente teremos visões divergentes e isso é bom. Assim como, também, as demais carreiras terão seus debates internos eivados por opiniões as mais variadas. Até aí, tudo bem.
O que não devemos deixar acontecer é o isolamento. Se o debate esmorecer, se não houver participação e exposição das vontades, corremos risco de ficarmos à deriva em um momento que pode ser um “antes e depois” para os servidores públicos federais.
Sabemos que a reforma administrativa virá, provavelmente ao longo do próximo mandato presidencial, ganhe quem ganhar a eleição. Sabemos que haverá assédio político contra a estabilidade dos servidores, contra nossos salários e aposentadorias, contra o regime jurídico único, entre outros problemas sérios que podem comprometer o futuro do nosso trabalho e das nossas vidas.
E mesmo sem a perspectiva de uma reforma administrativa ampla, todos percebemos como já vai se tornando mais difícil mobilizar campanhas salariais, ano após ano. Em paralelo, surgem coisas como a ideia de uma lei que reservaria nossa carreira a uma única profissão. Este caso específico mostra bem como somos percebidos como politicamente frágeis. Trata-se de um PL que aborda a profissão de economista e seus campos profissionais reservados; no bojo, aparecemos nós, a carreira de Planejamento e Orçamento, tratados como ponto secundário e facilmente manipulável por um interesse corporativo qualquer.
Essa é a perspectiva caso optemos pelo isolamento. Se a inércia continuar tomando conta e não buscarmos ativamente um escudo contra todos esses riscos, o resultado poderá ser desastroso em muitos níveis e em diferentes aspectos.
Por isso, o chamamento é pela união. O que pretendemos fazer para resguardar alguma força política para a carreira? A unificação com outras carreiras, seja pelo caminho que for, parece ser uma alternativa interessante, inclusive pelo natural fortalecimento da atividade sindical, em um contexto de união.
O debate não pode esmorecer. Devemos agora dar atenção a essas possibilidades e construir coletivamente aquilo que será nosso melhor caminho de futuro.
A Assecor segue aberta para ouvir a carreira e debater democraticamente o que pretendemos para o futuro. Só que o silêncio conformado e a inércia, neste momento, são apenas opções nefastas que devemos evitar.
