Mantega vai reforçar pacto fiscal na Câmara

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai aproveitar a audiência hoje, na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados, para reforçar o pacto de responsabilidade fiscal anunciado pela presidente Dilma, anteontem, antes da reunião com governadores e prefeitos. Mantega não deve anunciar aumento do esforço fiscal, segundo uma fonte do governo. Mas vai reforçar o compromisso com a meta de superávit primário de 2,3% do PIB este ano. É o mesmo número mencionado ontem pelo secretário do Tesouro, Arno Augustin. No Ministério do Planejamento, até aqui, também não se trabalha com mudança no esforço fiscal do governo. Quando lançou responsabilidade fiscal, estabilidade econômica e controle da inflação como elementos do primeiro dos pactos firmados com estados e prefeituras, a presidente Dilma pretendia reforçar a mensagem de necessária austeridade fiscal num momento em que o clamor das ruas é pelo aumento de gastos. Mas o governo federal está disposto a fazer mais contingenciamentos no Orçamento, se estados e municípios descumprirem suas metas de superávit. Augustin afirmou isso ontem. Mantega reafirmará hoje aos parlamentares.

0,95%

DE SUPERÁVIT PRIMÁRIO

É a meta do governo para estados e municípios, disse ontem o secretário do Tesouro, Arno Augustin. De janeiro a abril, o resultado ficou dentro da meta. Governo federal vai cobri-lo, se necessário.

Esvaziou

As manifestações nas ruas do Rio afetaram a ocupação da hotelaria carioca, do dia 17 de junho até anteontem. Nos hotéis do Centro, onde houve grandes protestos na semana passada, 27,57% das reservas foram canceladas. O eixo Flamengo/Botafogo teve 12% de cancelamentos; Leme/Copacabana, 7,14%. Os dados são da ABIH-RJ.