
A participação de cada um de nós no sindicato que nos une e representa deveria ser algo prioritário. O ambiente do serviço público é, por princípio, bastante hierarquizado. É natural que existam conflitos de interesses entre autoridades e subordinados. O sindicato é o espaço onde todos somos iguais e ali é o local perfeito para unirmos forças para defesa dos nossos interesses coletivos. Fazer parte de um sindicato é dizer: “somos iguais e estamos juntos na defesa de nossos interesses! Eu luto por todos e todos lutam por mim!”
Nós que escolhemos trabalhar como servidores públicos, estejamos conscientes disso ou não, exercemos uma fração do poder do Estado. Inevitavelmente, temos uma função política. Faz parte da essência do nosso trabalho responder a toda a sociedade, e não apenas ao “patrão”. É por isso, por exemplo, que temos e precisamos manter a estabilidade no serviço público, assim como não podemos passar por avaliações de desempenho que se baseiam em conceitos de produtividade limitados lógica do setor privado.
As características próprias do servidor público, como profissional, devem se estender à sua atuação sindical. Não é possível exercer profissionalmente uma fração do poder do Estado e, no restante do tempo, agir como se não.
A ação sindical permite ao servidor colocar um espelho necessário sobre sua função de Estado. Neste espelho, ele pode dialogar de forma estruturada com o Estado a respeito de todos os aspectos de sua função pública como profissional.
Vai além de simplesmente reivindicar melhorias salariais e benefícios. Se trata de articular os coletivos de servidores públicos em uma consciência de que são parte integrante da direção política e administrativa do país. E com esta consciência, dialogar institucionalmente com o Estado, seja com seus órgãos executores/legisladores/judicantes, seja com outras categorias profissionais que participam do exercício do poder do Estado.
Filiar-se ao sindicato deveria ser, para o servidor público brasileiro, um ato de reconhecimento de sua função essencialmente política. No sindicato, o servidor tem o reforço institucional de sua função típica de Estado, porém numa perspectiva de organização coletiva e suplementar. O sindicato de servidores pode, e deve, ser um apoio institucional para o servidor não apenas no que diz respeito a interesses materiais imediatos. Mas, principalmente, este apoio e resguardo deve se dirigir ao exercício íntegro de sua função pública.
Entretanto, hoje há um entendimento apequenado do que seja o sindicato e as razões para sua existência. É legítimo que ofereçamos benefícios adicionais aos servidores como forma de atrai-los à filiação. Mas é sempre bom lembrar que o sindicato está ali para dar ao servidor público uma estrutura extra para sua posição institucional. Sem essa estrutura, o servidor pode estar fragilizado diante dos muitos possíveis ataques vindos de qualquer parte interessada naquilo que é sua função.
O sindicato abre portas para legalizar situações que antes eram simples “concessões”. É por meio dele que seus direitos, além de serem defendidos, possam ser criados. Como exemplo, podemos dizer que a jornada de trabalho de 36 horas semanais é algo perfeitamente alcançável, desde que com luta coletiva.
Se quiser conhecer melhor o trabalho da Assecor e acompanhar nossas iniciativas, visite regularmente o site. E, caso faça sentido para você caminhar conosco nessa construção coletiva, o acesso para filiação está disponível no link abaixo.