Ministro do TCU fala sobre qualificação e transparência do serviço público

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Construir uma trajetória no serviço público é um grande desafio. Coragem, dedicação e qualificação. A disputa é acirrada para o preenchimento de poucas vagas. Assim é o cenário para quem almeja uma oportunidade na Administração Pública. Durante a Conferência Magna da 4a Conferência Nacional das Carreiras Típicas de Estado, o ministro Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, falou sobre os desafios da gestão do serviço público, dos enfrentamentos das carreiras típicas de Estado têm ao lidar com uma sociedade cada vez mais exigente, que a cada dia adquire dos seus direitos e exige serviços públicos de qualidade.

“Não acredito em pessoas bem intencionadas. Acredito em instituições fortes. Os avanços vêm da nossa capacidade de construir instituições sólidas. Um Fórum como esse, é um momento privilegiado, de nivelar as expectativas e de traçar metas para o futuro. O TCU conquistou o espaço que tem, foi pela capacidade e pelo trabalho incansável para juntos criarmos uma instituição que se dê ao seu respeito”, disse.

Dantas comentou sobre o trabalho realizado pelo Tribunal em aprimorar a comunicação, com o objetivo de dar transparência e de ter uma participação mais ativa da sociedade. “A população não tolera mais corrupção. Não suporta mais ver a cada dia uma notícia negativa. Precisamos escutar os anseios da sociedade, mas sem nos livramos do mandamento constitucional de que a nossa atuação deve ser técnica. O Tribunal ouve a voz das ruas, mas não se pauta pela voz das ruas. O nosso julgamento de contas deve ser técnico”.

O ministro disse que o TCU tem sido um indutor de profissionalização da gestão pública. Para exigir do Estado, o correto aparelhamento de funções, servidores de carreira que fizeram concurso público e entraram pela porta estreita do concurso. “O TCU tem três mil servidores e 18 cargos em comissão. Somente o gabinete dos ministros podem tem dois cargos. Essa iniciativa passa uma mensagem de valorização do corpo técnico do Tribunal, do acesso republicano pelo concurso. Aqueles servidores foram nomeados, não são menos valorosos. Há uma questão simbólica de ensinar dando exemplo”.

Dantas defende a necessidade de os servidores e cidadãos ter uma conscientização em fiscalizar os atos do governo, pois a responsabilidade é muito grande. “Cabe a nós, servidores de careiras típicas, ajudar a fiscalizar e divulgar quais são os instrumentos. Os órgãos de controle tem uma a atuação dupla, fiscalizam e controlam, e induzem a fiscalização e o controle social. Cada cidadão é gestor do órgão publico. Por mais que os órgãos de controle queiram. Não é possível controlar tudo com a profundidade que desejamos”.

Para concluir, o ministro acredita nas melhorias. “Estamos evoluindo e o futuro está em nossas mãos. Precisamos estar unidos, ter uma pauta para apresentar ao Congresso Nacional, lubrificar os canais de diálogo com as instituições e a sociedade. Criarmos uma rede de controle, que permite ter acesso as informações entre os órgãos, em favor da sociedade”.