Joaquim Levy afirma que meta de superavit de 1,2% em 2015 será mantida

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O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que não haverá alteração da meta de superavit primário para 2015, estabelecida em 1,2%. A informação foi dada pelo líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Levy participou nesta terça-feira (16), junto com o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, de uma reunião fechada de integrantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Os ministros saíram sem falar com a imprensa.

A vinda de Levy, que ainda não assumiu a pasta da Fazenda no lugar de Guido Mantega, foi uma exigência da oposição para votar o relatório final do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, o que deve ocorrer em sessão do Congresso marcada para esta noite.

“O ministro explicitou o seu compromisso de manter as metas fixadas com relação à LDO 2015, que é um dos compromissos mais importantes por parte da oposição, para não acontecer em 2015 o que aconteceu em 2014”, disse Mendonça Filho, em referencia à proposta (PLN 36/14) que muda a LDO 2014 para alterar a forma de cálculo do superavit primário. O texto foi aprovado, depois de muita disputa com a oposição, na última terça-feira (9).

De acordo com o relator da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2015 (PLN 13/14), senador Romero Jucá (PMDB-RR), o ministro teria dito que a meta é “possível, baseada inclusive nas análises de mercado”.

Dificuldades
Segundo Mendonça Filho, o novo ministro da Fazenda apresentou um quadro econômico de dificuldades em 2015 e sinalizou que “medidas duras” deverão ser adotadas. O que será feito, porém, não foi detalhado, segundo o deputado. “Ele foi muito diplomático, até para não criar uma situação de conflito com a atual equipe econômica.”

De acordo com o senador Jorge Viana (PT-AC), os ministros buscarão tratar de forma realista a situação econômica do Brasil e deixar claras e transparentes as regras do jogo para fortalecer a economia. “Eles estão organizando, não quiseram falar sobre as medidas, mas disseram que darão transparência a elas, virão dialogar com o Congresso, não haverá choques [com o Legislativo]”, afirmou.

Joaquim Levy teria dito ainda que “exagerar nos impostos termina matando a economia”, segundo o deputado Felipe Maia (DEM-RJ), que participou da reunião.