Dilma quer racionalizar gastos com programas sociais

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Valor Econômico – 15/03/2013

 

 

A presidente Dilma Rousseff aproveitou o lançamento do plano Inova Empresa para voltar à disputa com a oposição pela paternidade dos programas sociais bem-sucedidos do governo e lançou o que deve ser um dos motes em sua campanha para a reeleição: a racionalização dos gastos dos programas de apoio setorial bancados com recursos públicos. Ao explicar o funcionamento do novo pacote de medidas, que coordena os recursos destinados à inovação, Dilma mencionou, como modelo, o Bolsa Família.

Sem citar que o sistema de renda mínima conhecido como Bolsa Família aproveitou programas criados no governo Fernando Henrique Cardoso, Dilma preferiu ressaltar a unificação dos recursos usados nos programas sociais durante o seu governo e o do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. “Nenhum projeto, nenhum programa brasileiro, deu certo sem integrar seus recursos”, discursou Dilma.

“O Bolsa Família, fazendo uma comparação, se iniciou lá no governo do presidente Lula, ele deu certo porque nós não olhamos o Bolsa Família como o somatório de uma série de atividades”, argumentou a presidente. “Tentamos ver qual era o motor e a tecnologia que podia resolver um problema drástico para o Brasil, um problema perverso, que era o problema da sua desigualdade”, definiu, ao classificar o programa de renda mínima do governo como uma “tecnologia” integrada de atuação do setor público.

O programa de financiamento subsidiado para habitação popular conhecido como Minha Casa, Minha Vida seria também, segundo a presidente, a contribuição “tecnológica” em matéria de políticas públicas criada pelos grupos de sustentação de Lula e Dilma no poder. “Havia, pelo menos, uns seis a sete programas habitacionais no Brasil, nenhum tinha foco, clareza e sabia qual era a meta e aonde ia chegar”, criticou, referindo-se, sem citar nomes, ao financiamento habitacional nos governos anteriores.

“O Minha Casa, Minha Vida tem eficácia porque integrou todos os programas, criou uma forma de atuação e deu clareza e foco na questão da política habitacional para a população de baixa renda em nosso país”, disse Dilma, que respondeu, ainda, à crítica de que o Bolsa Família não têm “porta de saída” para os dependentes dos recursos oficiais. O programa de formação profissional conhecido como Pronatec é essa porta de saída, disse ela.